segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A rosa (texto da FCR)


Com certeza continuarei a espalhar o perfume da rosa que foi o meu professor.
Um Educador... Uma Rosa!

Ao Prof. Pedro Vicente Lonrensatto (Prof. Pedrinho)

Hoje, 14/01/2013, um Educador se despede de seus alunos/as, de seus educandos/as, discípulos/as, amigos/as, colegas, familiares... despede e deixa uma ROSA! Sim, deixa uma Rosa, não, melhor, confirma que distribuiu enquanto conosco esteve as pétalas da Rosa que era ele! Pois, assim como as rosas, que nascem simples, um pequeno botão entre espinhos e folhas, entre dificuldades e lutas, o Professor Pedrinho nasceu, viveu, exalou perfumes: amizade, amor, carinho, ensinamentos, cuidado, doçura, paz, alegria, felicidade, testemunho, sinceridade, sofrimento (mas um sofrimento vivido, aceito com serenidade), foi amigo, amou os seus, constitui família, foi pai, deixou filhas e esposa, também deixou inúmeros discípulos/as, seus “ex-alunos/as”, ou melhor, seus eternos alunos/as. Foi um Mestre, um Educador e uma Rosa!

Mas porque uma Rosa? Hoje, 14/01/2013, sobre o seu peito, sobre seu corpo, havia uma Rosa, uma Rosa para nos lembrar de tudo o que ele nos deixou, de tudo o que ele nos ensinou, de tudo o que ele fez e viveu. Assim como uma rosa ao “morrer”, ao deixar-nos, o Prof. Pedrinho distribuiu suas pétalas e exalou seu perfume, nos fazendo lembrar tudo o que conosco viveu e fez.

Sim, o Prof. Pedrinho foi e sempre será uma Rosa, pois nos cativou, dedicou tempo em nos cativar, amar, ensinar, acompanhar, amparar... assim como a rosa do Pequeno Príncipe o cativou (Antoine Saint-Exupéry). E agora ele sempre será único para nós e devemos honrar sua memória, seus ensinamentos, sendo pessoas cativadoras, únicas para outras neste mundo complexo.
O Prof. Pedrinho foi Educador, e como lembramos hoje em sua “última aula” nos mostrou o valor da Amizade, pois nos fez mais amigos e conosco esteve cumprindo o seu juramento de Filósofo:

“Prometo, que consciente da responsabilidade no exercício de minha profissão de Filósofo, consagrar o melhor do meu espírito para o desenvolvimento da humanidade, caminhando sempre com a originalidade dos antigos, a racionalidade dos modernos e os questionamentos dos contemporâneos, para promover o bem-estar e a evolução da sociedade. Prometo ainda que no exercício de minhas atividades filosóficas irei desenvolver o espírito critico em busca da verdade para promover, o homem ao bem comum, a justiça e a liberdade. Assim eu prometo”.

Assim ele prometeu um dia e essa promessa foi mantida até hoje, quando partiu, mas deixou-nos as últimas pétalas de sua Rosa, deixou-nos sua amizade, sua alegria, sua serenidade, seu amor, sua bondade, seus ensinamentos... Deixou-nos o desafio de também nós sermos rosas, educadores, pessoas cativantes...
Por fim, fazemos dele as palavras do filósofo Epicuro: “Na juventude, não devemos hesitar em filosofar; na velhice, não devemos deixar de filosofar. [...] É mister, pois, estudar os meios de adquirir a felicidade; quando a temos, temos tudo; quando a não temos, fazemos tudo por adquiri-la.” E assim ele o fez: foi Feliz e nos ensinou o caminho!

Homenagem da Faculdade Católica de Rondônia,
em nome de Dom Moacyr Grechi, direção, professores/as, amigos/as, alunos/as, funcionários/as.

http://www.fcrondonia.com.br/noticia.asp?id=438

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