terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A saudade e o insight


Hoje fui tomado por um tipo diferente de saudade. Ou não, uma vez que aceito bons livros como bons amigos. Enquanto minha mente teimava em ilustrar flashes sobre temporadas passadas em relação a alguns livros... Lembrei de um fragmento em especial, tomado pela curiosidade sobre onde aquele insight poderia me levar fui atrás então do trecho para fazer nascer a ideia:

(Lembrando que estamos falando sobre Platão, no caso, a divisão entre os mundos: sensível e inteligível “das ideias”)

Segue o trecho sobre Platão do livro O mundo de Sofia,

“Com relação ao homem, Platão dizia que o corpo era o elemento que pertence ao mundo dos sentidos, mas a alma que esse corpo carrega, essa pertence ao mundo das idéias. Quando você nasce, sua alma (o molde de você) forma seu corpo e passa a habitar a terra. Então ela perde a memória do que conhecia no mundo das idéias, contudo as vezes acaba relembrando algumas coisas em dados momentos, explicando assim aquelas sensações do “algo me diz” que temos.”


Após rápida leitura, novamente voltei para minha questão de inicio (inicio na infância).

Agora vou reformular a pergunta que fiz quando criança com outras palavras.

Se somos apenas porção de matéria, poeira espacial, acidente de percursos da evolução, toda a esperança e metafísica que carregamos do passado, se somos apenas o poder de nossa razão...
Existe algo além de nossa frágil existência?
Ou criamos Deus por medo de existirmos sozinhos?
Se Platão estiver certo, então serei imortal em minha forma perfeita no plano das ideias?

Eu só sei perguntar, desde criança aprendi isso.
Agora... Rapidamente veio em mente a lembrança de um amigo querido que já não mais reside em corpo físico entre a sociedade. Lembrei agora de um questionamento de um amigo próximo que, ao notar o pranto desesperados dos amigos entristecidos, falou:

“Bem... Agora ele sabe a resposta que tanto perguntamos, quero acreditar que continuará a existir para sempre. Ele sabe a resposta agora.”

E eu...
Só sei perguntar.

Lanterna dos afogados – Paralamas do sucesso

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