Hoje fui tomado por um tipo diferente de saudade. Ou não,
uma vez que aceito bons livros como bons amigos. Enquanto minha mente teimava
em ilustrar flashes sobre temporadas passadas em relação a alguns livros...
Lembrei de um fragmento em especial, tomado pela curiosidade sobre onde aquele
insight poderia me levar fui atrás então do trecho para fazer nascer a ideia:
(Lembrando que estamos falando sobre Platão, no caso, a
divisão entre os mundos: sensível e inteligível “das ideias”)
Segue o trecho sobre Platão do livro O mundo de Sofia,
“Com relação ao homem, Platão dizia que o corpo era o
elemento que pertence ao mundo dos sentidos, mas a alma que esse corpo carrega,
essa pertence ao mundo das idéias. Quando você nasce, sua alma (o molde de
você) forma seu corpo e passa a habitar a terra. Então ela perde a memória do
que conhecia no mundo das idéias, contudo as vezes acaba relembrando algumas
coisas em dados momentos, explicando assim aquelas sensações do “algo me
diz” que temos.”
Após rápida leitura, novamente voltei para minha questão de
inicio (inicio na infância).
Agora vou reformular a pergunta que fiz quando criança com
outras palavras.
Se somos apenas porção de matéria, poeira espacial, acidente
de percursos da evolução, toda a esperança e metafísica que carregamos do
passado, se somos apenas o poder de nossa razão...
Existe algo além de nossa frágil existência?
Ou criamos Deus por medo de existirmos sozinhos?
Se Platão estiver certo, então serei imortal em minha forma
perfeita no plano das ideias?
Eu só sei perguntar, desde criança aprendi isso.
Agora... Rapidamente veio em mente a lembrança de um amigo
querido que já não mais reside em corpo físico entre a sociedade. Lembrei agora
de um questionamento de um amigo próximo que, ao notar o pranto desesperados
dos amigos entristecidos, falou:
“Bem... Agora ele sabe a resposta que tanto perguntamos,
quero acreditar que continuará a existir para sempre. Ele sabe a resposta
agora.”
E eu...
Só sei perguntar.
Lanterna dos afogados – Paralamas do sucesso
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